A Pinakotheke Rio de Janeiro iniciou sua trajetória em 1979 como organização especializada no planejamento e na produção de exposições e livros voltados exclusivamente à história da arte no Brasil. A partir da década de 1980 até 2024, quando completou 45 anos, apresentou ao público mostras e publicações sobre artistas brasileiros relevantes, como Alfredo Volpi, José Pancetti, Alberto da Veiga Guignard, Di Cavalcanti, Candido Portinari, Djanira da Motta e Silva, Lygia Clark, entre outros.
Desde 1994, realiza suas atividades na sede do Rio de Janeiro, na Rua São Clemente, 300, em Botafogo. A casa, dotada de infraestrutura cuidadosamente adequada à montagem de exposições, possui requintados recursos de informação e comunicação; reserva técnica de obras de arte, implantada em consonância com rigorosos padrões de excelência; biblioteca e bases de dados sobre a história da arte no Brasil; além de escritórios e oficinas para planejamento e produção de equipamentos de iluminação e de instalações especiais.
A qualidade técnica de seus projetos assegurou-lhe os mais importantes prêmios destinados a projetos culturais, livros e exposições de arte, do Instituto Nacional do Livro, da Câmara Brasileira do Livro, da Associação Brasileira de Críticos de Arte, da Associação Paulista de Críticos de Arte, da Fundação Nacional do Livro Infantojuvenil e do Comitê Brasileiro do International Council of Museums.
Embora atue também no campo editorial, a Pinakotheke vem estabelecendo variadas linhas de atividade voltadas para o aperfeiçoamento tecnológico e cultural no setor museográfico, promovendo exposições, catalogação e serviços de preservação e segurança de acervos de obras de arte públicos e privados.
Após 24 anos no Morumbi, a Pinakotheke São Paulo passa a ocupar no Outono de 2026 um novo endereço em Higienópolis, em um casarão da década de 1930 localizado na Rua Minas Gerais, esquina com a Praça Marechal Cordeiro de Farias. A mudança marca uma nova fase da galeria, que amplia sua área expositiva e inaugura o espaço com a mostra "Surrealismos: arte para além da razão", em cartaz até 15 de agosto de 2026.
Instalada em um terreno de 700 metros quadrados, a nova sede conta com 180 m² dedicados à área expositiva — quase o dobro do espaço anterior — além de uma ampla área externa de 370 m² que contorna a construção. O imóvel passou por um processo de restauração e adaptação conduzido pelo escritório Luciano Dalla Marta Arquitetura, que preservou elementos originais da casa, como pisos e molduras, ao mesmo tempo em que incorporou soluções contemporâneas para atender ao novo programa expositivo.
Entre as intervenções, destaca-se a criação de um pavilhão anexo em aço corten, pensado como espaço para encontros, eventos e atividades complementares. Implantado de forma a preservar a vista do terreno, o novo volume estabelece um contraste com a arquitetura original do casarão e reforça o diálogo entre passado e presente que marca a nova fase da instituição.
A escolha de Higienópolis também aproxima a Pinakotheke de um circuito cultural já consolidado na cidade, em uma região que reúne instituições como o Instituto Moreira Salles e diversas galerias de arte. Durante o período da exposição inaugural, o público também poderá aproveitar a área externa do espaço, que receberá uma cafeteria temporária em parceria com o Café Orfeu, além da livraria dedicada às publicações da Pinakotheke Editora.
A Pinakotheke Fortaleza abriu suas portas ao público cearense no final de 1987 e, em 2024, completou 37 anos de atividades na cidade. Ao longo desses anos, vem apresentando obras dos mais relevantes artistas brasileiros. Realizou exposições de Antonio Bandeira, Antonio Dias, Di Cavalcanti, Cícero Dias, Iberê Camargo, Raimundo Cela, Rubens Gerchmann, Pedro Américo, Cândido Portinari, Jaildo Marinho, Luciano Figueiredo e Tomie Ohtake.
Durante estas mostras, a Galeria lançou livros e catálogos publicados pela Edições Pinakotheke. Destaque para um dos títulos mais importantes: Raimundo Cela (1980-1954), raisonné do artista cearense, de Nilo de Brito Firmeza, de 2004, referência até hoje para pesquisas acadêmicas.
Firmou parcerias e organizou exposições em instituições públicas e privadas, como o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC), a Universidade de Fortaleza (UNIFOR) e o Museu de Arte da Universidade Federal do Ceará (MAUC/UFC).
Dirige especial atenção à formação de plateia, e para tanto, promove inúmeros encontros. Estiveram em Fortaleza para participar de tais eventos, críticos de arte, autores e curadores como Roberto da Matta, Lilia Schwarcz, Sergio Martins, Fernando Cocchiarale, Aracy Amaral, Agnaldo Farias e artistas como Waltercio Caldas, Antonio Dias, Jaildo Marinho, Miquel Barceló e educadores como Charles Watson e Paulo Portella Filho.
A Multiarte promove grupos de estudos, além de cursos e palestras com foco em arte e processos criativos, com a participação de profissionais atuantes no circuito artístico do país.Este website usa cookies
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